Viajar e a regra dos 7

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Já não venho aqui há algum tempo dar-vos novidades mas sabem que podem sempre seguir as minhas aventuras no meu instagram @teresa_aroundtheworld.

Tenho dividido os meus dias em trabalho, ginásio, mar, cenotes, o nascer do Sol, Luas cheias na praia e muita felicidade.
É verdade quando dizem que quando estás a viver bem os teus dias eles passam a voar.

Hoje venho aqui falar-vos sobre uma questão que me tem sido colocada por muitos de vocês. Pode parecer algo mais superficial mas eu acho igualmente importante para quem viaja.
O que é que devo levar na mochila para viajar? Quantos quilos preciso para viajar? Quais as peças que não podem faltar? Aqueles 3 pares de calções de ganga fazem todos falta?
(…)
Então hoje vou contar-vos o que trago na mochila, com quantos quilos viajo e como faço com a roupa para o frio e calor.

Vão ficar surpreendidos mas ando a viajar com uma mochila de 10 kilos (30 litros).
Sim, leram bem! (Eu própria me orgulho deste acto, confesso.)
Não foi sempre assim, admito. Mas depois de um ano a viajar pela Ásia e Austrália com uma mochila que pesava sempre entre 16 a 18 kilos (70L) jurei a mim mesma que nunca mais. Não usava nem metade da roupa e, andar à boleia, dormir em qualquer lado, andar de barco, de avião e autocarro com 18kg não dá jeito nenhum. E depois ainda vem a dor de cabeça de esperar a mala vir do porão (isto é, quando vem, horas intermináveis nas filas dos aeroportos, etc.)
Ah! Já para não falar do dinheiro que gastei cada vez que queria pôr a mala no porão. Cheguei a conseguir viagens a 20€ na Ásia pela AirAsia e colocar a mala no porão custava-me o dobro do bilhete.
Isso tudo acabou para mim.

Adoro a minha mochila de 10kg (às vezes faço batota e vou até aos 12kg mas nunca ninguém me chamou a atenção nos aeroportos).
Existem algumas regras para conseguir viajar com tão pouco peso.
Primeiro que tudo, e respondendo a muitas mensagens, eu odeio o frio e raramente viajo para lugares em que preciso mais que um casaco, o que facilita.
Quem me conhece e segue as minhas viagens já percebeu que desde que saí de Portugal o meu lema sempre foi ‘’following the sun’’. A única vez que precisei de roupa quente foi quando viajei pelas montanhas da Califórnia e pelo Grand Canyon. Antes de ir, fui a uma loja de roupa vintage em Los Angeles e comprei um casaco super quentinho, um gorro, umas luvas e uns pares de meias de lã, tudo em segunda mão, barato e super cool.
Ah, e em Bali, quando visitei o vulcão Batur. Aí, não tinha noção que estaria tanto frio (Bali e frio não combinam na mesma frase). Nesses dias que estive na vila do vulcão vesti todas as T-shirt’s umas por cima das outras e o meu casaco de fato-de-treino com capuz que viaja SEMPRE comigo. É uma peça obrigatória para estas ocasiões. E para dormir nos aeroportos. E viajar nos autocarros com ar condicionado no máximo onde está sempre um frio de rachar. E para andar na rua à noite e ficar com um ar de durona e assim ninguém se meter comigo.
[É engraçado lembrar-me de todos os aeroportos e estações onde já dormi. Já perdi a conta – vida de mochileiro.]

Existe uma regra que todos os backpackers sabem para viajar ‘mais com menos’ – a regra dos 7.
Quem viaja de mochila às costas sabe que 7 peças para cima, 7 peças para baixo e 7 peças de roupa interior são mais que suficientes para viver um mês, um ano… Ou quem sabe uma vida.
Vou contar-vos o que trago na minha mochila:

  • uns leggings, ótimos para fazer viagens longas, quer seja de autocarro, barco ou avião; para fazer trekking pelas montanhas, exercício e para o frio.
  • 4 t-shirt’s com mangas a tapar os ombros, pois nunca sabemos a cultura de cada país, largas porque são confortáveis e para não chamar demasiado a atenção. Na Ásia por exemplo em quase todos os países budistas ou muçulmanos andava de ombros tapados.
  • 3 tops, super práticos, não ocupam espaço, não pesam e são necessários quando está muito calor. Às vezes também os uso para dormir. Ou para sair à noite. Who cares?
  • 1 calções de ganga, dão para a praia, montanha ou até para sair. Não muito apertados pois com o calor tendemos a inchar… Bom com o calor e com toda a comida asiática que eu amo e que me fez engordar 7kg na Ásia.
  • 2 calções de tecido, não pesam nada e são super frescos.
  • 1 calças de tecido largas e confortáveis. Comprei na Tailândia com uns elefantes e são uma peça de estimação.
  • 1 vestido comprido, serve para a noite ou dia, para visitar templos, para a praia, para tudo basicamente.
  • 1 vestido curto, só porque gosto.
  • 1 lenço para o pescoço, que serve também para tapar os os ombros quando não estou à espera de visitar um templo e tenho os ombros à mostra.
  • 1 pareo ou sarong (nunca sei como lhe chamar) que serve para a praia e também de toalha de banho quando nos hosteis me obrigam a pagar as toalhas. [há que poupar]
  • Roupa interior.
  • 1 ténis, tem que ser bons para caminhar, correr, subir montanhas, nem muito quentes nem muito frios. Os ténis vão sempre na parte fora da mochila atados pelos atacadores. Assim não ocupam espaço.
  • 1 sandálias mais bonitinhas e 1 havaianas para a praia.
  • 1 mochila de pano que comprei em Laos feita à mão. Dá para enrolar e fica no cimo da mochila grande. [menos espaço ocupado também]
  • 1 necessaire com 1 shampoo, 1 amaciador, 1 pasta dos dentes e 1 escova ,1 creme para a cara, 1 creme para o corpo, 1 gel de banho, 1 óleo para o meu cabelo estragado do Sol e do mar, 1 gel para lavar a cara, 1 protector solar, tampões e um pente. Chega!
  • 1 bolsa com 1 base, 1 pó bronzeador, 2 pincéis, 1 conjunto mini de 3 sombras, 1 lápis e 1 rímel, (sim ando a viajar mas calma, sou gaja. Preciso de me sentir bonita às vezes).
  • 1 casaco. O casaco. Viajo sempre com o meu casaco de fato-de-treino com capuz 2 tamanhos acima do meu , super confortável para viajar e serve para tudo como já vos contei.
  • 1 óculos de Sol
  • 2 biquínis
  • 1 livro, sempre.
  • 1 livro de mandalas para colorir (para passar o tempo naquelas escalas de 12 horas).
  • 1 diário, o meu diário está sempre comigo.
  • 1 tablet onde vejo uns filmes antes de dormir quando não me apetece ficar nas escadas do hostel a fumar cigarros, a beber cervejas e a conhecer as pessoas que vão partilhar o mesmo quarto que eu.
  • 1 telemóvel.
  • O meu passaporte.

E tudo isto meticulosamente dobrado e guardado faz os 10 kg. Ou 12 às vezes.
Claro que já me aconteceu alguma roupa se estragar, perder outra ou querer muito comprar uma peça nova (na Ásia por exemplo a roupa é super barata). Nesses casos vou deixando roupa, às vezes dou a pessoas que conheço, locais ou mochileiros e outras vezes troco com outras viajantes.
Quando vivi na Austrália 3 meses comprei mais roupa e outras coisas que o normal, precisava de algumas peças para trabalhar, sapatos, etc. O mesmo se passa em Tulum. Antes de voltar a viajar enviei uma caixinha, com tudo o que não precisava para Portugal pelo correio. Chegou tudo são e salvo.

Espero ter ajudado com este post.
Em breve volto aqui, prometo. Ainda que o meu breve possa significar um dia, uma semana, um mês. Ou quem sabe, uma vida.
A vida passa a correr e eu ainda não fiz metade do que quero fazer.

Sejam felizes, Teresa

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